terça-feira, 27 de setembro de 2016

Do querer ao fazer... a distância

Imagem: © José Matias Alves

Dá que pensar, não é verdade?

Mudar não é tarefa fácil, implica trabalho, esforço, dedicação e impõe responsabilidade!

Leituras: A Ciência e o Divino


Série de três artigos de Anselmo Borges insertos no seu último livro "Deus - Religiões - (in)Felicidade" (Gradiva):

Ciência e o divino I

Pensa‑se, por vezes, que todos os cientistas são ateus. Não é verdade. Há cientistas ateus, cientistas agnósticos e cientistas crentes. A questão fundamental consiste em saber se se crê num Deus pessoal ou se se está mais na linha do divino impessoal. De qualquer modo, ficam aí alguns textos de cientistas eminentes sobre o tema.

Galileu Galilei, que se manteve sempre crente: «Gostaria de dizer aqui uma coisa que se ouviu de um eclesiástico do mais eminente grau: ‘A intenção do Espírito Santo é ensinar‑nos como se vai para o Céu e não como são os céus.’»

Newton: «Deus criou tudo com conta, peso e medida.» «Deus governa todas as coisas e sabe tudo o que é ou pode ser feito.»

Niels Bohr: «A ideia de um Deus pessoal é estranha para mim..., mas devemos lembrar‑nos de que a religião usa a língua de uma forma bastante diferente da ciência. Ela está mais intimamente ligada à linguagem da poesia. É verdade que nos inclinamos a pensar que a ciência lida com informações sobre factos objectivos e a poesia com sentimentos subjectivos. Assim, podemos concluir que, se a religião, de facto, lidasse com verdades objectivas, deveria adoptar os mesmos critérios de verdade que a ciência. Mas eu acho a divisão do mundo num lado objectivo e noutro subjectivo demasiado arbitrária. O facto de as religiões através dos tempos terem falado por imagens, parábolas e paradoxos significa simplesmente que não há outras formas de compreender a realidade a que se referem. Mas isso não significa que esta não seja uma realidade genuína. E dividir essa realidade em lado objectivo e lado subjectivo não nos levará muito longe. É por isso que, no meu entender, os desenvolvimentos em física nas últimas décadas, que têm mostrado os problemas de concepções como ‘objectivo’ e ’subjectivo’, constituem uma grande libertação do pensamento.»

Schroedinger: «Espanta‑me muito a deficiência do quadro científico do mundo à nossa volta. Ele fornece um monte de informações factuais, coloca toda a nossa experiência numa ordem magnificamente consistente, mas não nos dá mais do que um medonho silêncio sobre as pessoas que estão perto do nosso coração, que são o que realmente nos importa. Ele não nos diz uma palavra a respeito do amargo e do doce, do vermelho e do azul, da dor e do prazer físico, do belo e do feio, do bem e do mal, de Deus e da eternidade. A ciência às vezes finge que responde a perguntas nestes domínios, mas as respostas são muitas vezes tão idiotas que não estamos dispostos a levá‑las a sério.»

Carlos Fiolhais, a quem devo, em parte, as citações que aí ficam: «A ciência e a religião são domínios distintos do homem. Embora o sujeito seja o mesmo, as dimensões a que essas duas actividades se referem são diferentes. O diálogo entre elas nem sempre foi tão pacífico como hoje. Actualmente, o diálogo está mais fluido. E, na minha opinião, é necessário ter esse diálogo, pois o sujeito é o mesmo e há características que são comuns, sendo a mais imediata o ambas tentarem, cada uma à sua maneira, penetrar o mistério. A ciência procura o mistério do mundo, a religião procura o mistério do outro mundo. Sejam os cientistas crentes, ateus ou agnósticos, reconhecem que há dimensões para lá da ciência: por exemplo, a dimensão da arte, da beleza, do amor, do Sentido último. Podem encontrar respostas como seres humanos, mas não com o seu método científico.»

A ciência e o divino II

É difícil, se não impossível, determinar qual a maior revolução da história da humanidade. Mas estaremos de acordo em conceder que a revolução científica no sentido moderno da palavra, se não foi a maior, está entre as maiores e decisivas.

A ciência exerce fascínio fundamentalmente por dois motivos. Um deve‑se ao seu método empírico‑matemático, de verificação experimental, que faz que seja verdadeiramente universal, não havendo, portanto, uma ciência para crentes e outra para ateus ou agnósticos. O outro: todos acabam por ser beneficiados pelas suas aplicações técnicas. O que devemos à ciência é incomensurável. Ela satisfaz a curiosidade natural do homem por saber, como bem viu Aristóteles, e também as suas outras necessidades: de saúde, bem‑estar, locomoção, comunicação. Hoje, até se fala, mais propriamente, de tecnociência, pois a própria investigação científica precisa de tecnologia.

Acrescente‑se apenas que é preciso estar consciente dos perigos das tecnologias, como mostram as ameaças ecológicas.

É tal a dívida para com a ciência que se corre mesmo um risco e tentação: pensar que ela detém o monopólio da razão. De facto, não detém, pois a razão é multidimensional e há necessidades humanas a que a ciência não responde: por exemplo, a estética, a ética, a religião. O homem será sempre religioso, porque não deixará de colocar a questão do Fundamento e Sentido últimos.

Cito outros físicos eminentes na sua relação com o divino.

Max Planck: «Toda a matéria origina e existe apenas em virtude de uma força que leva a partícula do átomo a vibrar e mantém coeso este sistema solar muito diminuto do átomo. Devemos supor por trás dessa força a existência de uma mente consciente e inteligente.»

Heisenberg: «Na história da ciência, desde o famoso julgamento de Galileu, tem sido repetidamente afirmado que a verdade científica não pode ser conciliada com uma interpretação religiosa do mundo. Embora eu esteja hoje convencido de que a verdade científica é inatacável no seu domínio próprio, nunca achei possível descartar simplesmente o conteúdo do pensamento religioso como parte de uma fase ultrapassada na consciência da humanidade, uma parte de que teríamos de desistir agora. Assim, no decurso da minha vida, tenho sido repetidamente obrigado a reflectir sobre a relação entre estas duas áreas do pensamento, uma vez que eu nunca consegui duvidar da realidade daquilo para que as duas apontam.»

De Broglie: «Mesmo supondo a mais favorável das expectativas, que o amanhã sai do hoje de acordo com o jogo implacável de um determinismo estrito, a previsão de eventos futuros nas suas imensas densidade e complexidade vai infinitamente além de todos os esforços de que a mente humana é capaz e só seria possível a uma inteligência infinitamente superior à nossa. Portanto, mesmo que uma necessidade inexorável ligasse o futuro ao presente, poder‑se‑ia dizer que o futuro é um segredo de Deus.»

Einstein respondeu à pergunta sobre se era uma pessoa religiosa: «Sim, sou, pode dizer isso. Tente penetrar, com os seus recursos limitados, nos segredos da natureza, e descobrirá que, por detrás de todas as concatenações discerníveis, resta algo de subtil, intangível e inexplicável. A veneração dessa força, que está além de tudo o que podemos compreender, é a minha religião. Nessa medida, sou realmente religioso.»

A ciência e o divino III

Einstein afirmava‑se, portanto, como pessoa religiosa, mas acreditando no «Deus de Espinosa que se revela na ordem harmoniosa daquilo que existe e não num Deus que se interesse pelo destino e pelos actos dos seres humanos».

Há o mistério último da realidade, que se impõe. A pergunta é se se opta pela Natureza impessoal ou pelo Deus transcendente, pessoal e criador.

Compreende‑se o fascínio da afirmação da Natureza como força geradora divina de tudo. Esta concepção é bem resumida pelo filósofo Marcel Conche, ao escrever que Deus é inútil, pois a Natureza cria seres que podem ter ideias de todas as coisas, inclusive da própria Natureza. Está a referir‑se não à natureza «oposta ao espírito ou à história ou à cultura ou à liberdade», mas à «Natureza omnienglobante, a physis grega, que inclui nela o Homem. Essa é a Causa dos seres pensantes no seu efeito».

Esta concepção confronta‑se, porém, com objecções de fundo. Ao divinizar a Natureza, põe em causa a secularização e, consequentemente, a liberdade. Depois, tem dificuldades em explicar como é que a Natureza, que é impessoal, dá origem à pessoa, como é que mecanismos da ordem da terceira pessoa acabam por dar origem a alguém que se vive a si mesmo como eu irredutível na primeira pessoa.

Neste domínio, houve recentemente um debate significativo entre o matemático P. Odifreddi e o Papa emérito Bento XVI. Na sua resposta ao livro de Odifreddi, «Caro Papa, ti scrivo», Bento XVI escreveu uma longa carta, em parte publicada no jornal La Repubblica de 24 de Setembro de 2013, na qual refere precisamente este debate. Textualmente: «Com o 19.º capítulo do seu livro, voltamos aos aspectos positivos do seu diálogo com o meu pensamento. Mesmo que a sua interpretação de João 1, 1 esteja muito longe do que o evangelista pretendia dizer, existe, no entanto, uma convergência que é importante. Mas se o senhor quer substituir Deus por ‘A Natureza’, fica a questão: quem ou o que é essa natureza. O senhor não a define em lugar nenhum e, portanto, ela parece ser uma divindade irracional que não explica nada. Mas eu quereria sobretudo fazer notar ainda que, na sua religião da matemática, três temas fundamentais da existência humana não são considerados: a liberdade, o amor e o mal. Espanta‑me que o senhor, com uma única referência, liquide a liberdade que, contudo, foi e é o valor fundamental da época moderna. O amor, no seu livro, não aparece, e também não há nenhuma informação sobre o mal. Independentemente do que a neurobiologia diga ou não diga sobre a liberdade, no drama real da nossa história ela está presente como realidade determinante e deve ser levada em consideração. Mas a sua religião matemática não conhece nenhuma informação sobre o mal. Uma religião que ignore essas questões fundamentais permanece vazia.»

Evidentemente, quem acredita no Deus transcendente, pessoal e criador sabe que Deus não é pessoa à maneira das pessoas humanas, finitas. Deus também não é um Super‑homem. O que se quer dizer é que Deus não é um Isso, uma Coisa. Como escreveu o teólogo Hans Küng, «Deus, que possibilita o devir da pessoa, transcende o conceito do impessoal: não é menos do que pessoa.» Não esquecendo que Deus é e permanece o Inabarcável e o Indefinível — Gregório de Nazianzo (330‑390), doutor da Igreja, pergunta: «Ó Tu, o para lá de tudo, não é tudo o que se pode dizer de Ti?» —, pode dizer‑se que é «transpessoal»

Anselmo Borges

Publicação original em 26.09.2016 In De Rerum Natura

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Hora da Poesia


O Teu Riso

Tira-me o pão, se quiseres, 

tira-me o ar, mas
não me tires o teu riso.
.
Não me tires a rosa,
a flor de espiga que desfias,
a água que de súbito
jorra na tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.
.
A minha luta é dura e regresso
por vezes com os olhos
cansados de terem visto
a terra que não muda,
mas quando o teu riso entra
sobe ao céu à minha procura
e abre-me todas
as portas da vida.
.
Meu amor, na hora
mais obscura desfia
o teu riso, e se de súbito
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
ri, porque o teu riso será para as minhas mãos
como uma espada fresca.
.
Perto do mar no outono,
o teu riso deve erguer
a sua cascata de espuma,
e na primavera, amor,
quero o teu riso como
a flor que eu esperava,
a flor azul, a rosa
da minha pátria sonora.
.
Ri-te da noite,
do dia, da lua,
ri-te das ruas
curvas da ilha,
ri-te deste rapaz
desajeitado que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando os meus passos se forem,
quando os meus passos voltarem,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas o teu riso nunca
porque sem ele morreria.
-
in "Poemas de Amor de Pablo Neruda"

domingo, 17 de julho de 2016

Hora da Poesia

Sua Beleza

Sua beleza é total
Tem a nítida esquadria de um Mantegna
Porém como um Picasso de repente
Desloca o visual

Seu torso lembra o respirar da vela
Seu corpo é solar e frontal
Sua beleza à força de ser bela
Promete mais do que prazer
Promete um mundo mais inteiro e mais real
Como pátria do ser

Sophia de Mello Breyner Andresen, in "O Nome das Coisas" 

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Encontro Ciência'2016

Comunicação apresentada no Centro de Congressos de Lisboa no "Encontro Ciência'2016"4 a 6 de julho, numa parceria entre a Universidade da Beira Interior, Covilhã (Maria de Fátima Linguiça e Doutor Manuel Joaquim Loureiro) e o Centro de Investigação da Universidade da Madeira (Doutora Sónia Alexandre Galinha).

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Estórias com Valores

Pai leva a filha de 9 anos a tomar o pequeno-almoço, e vê um bilhete misterioso em cima da mesa

Quando escolhemos ter filhos, temos de ter em conta que eles precisam de muitos cuidados e atenção, para crescerem e se tornarem em adultos realizados. Infelizmente, muitos pais não se apercebem disso até ser tarde demais… Mas este homem teve uma pequena ajuda.
David Rosenman é um médico e professor assistente. Ele tem duas crianças. Recentemente, ele levou a filha de 9 anos a tomar o pequeno-almoço. 
“Ela trouxe uma pequena atividade de crochê; Eu trouxe o jornal, um caderno e uma caneta, e o meu telemóvel. Este ia ser um passeio como todos os outros que tínhamos tido antes: enquanto estávamos sentados à mesa, fazíamos as nossas próprias coisas.
Mas em vez de ser uma refeição como todas as outras, a filha teve um pedido especial a fazer ao pai… “Pai, podes não ler o jornal ou escrever ou ler o email hoje? Podemos só estar juntos?”. 
Então hoje, nós estivemos juntos. Ela mostrou-me o seu projeto de crochê. Lembrei-me do dia em que ela nasceu (…) Ela contou-me sobre os amigos e os seus hamsters. Observei-a mastigar a sandes do pequeno-almoço e derreti um pouco, enquanto pensava sobre o quanto a amo“.
“Antes de irmos embora, fui ao balcão pedir um snack para levar ao irmão dela. Quando voltei à mesa, estava lá um bilhete… em frente ao meu banco. A minha filha disse-me que uma mulher, antes de sair do café, perguntou-lhe se eu era o pai dela e disse que a mensagem era para mim.”
O que estava nesta mensagem fez com que este pai se emocionasse…
Trabalho numa escola onde muitas filhas não têm pais. As que têm, nunca na vida(…) lhes dedicaram 100% da sua atenção por tanto tempo como tu fizeste neste domingo de manhã. Não fazes ideia da prenda que estás a dar a todos os professores que são responsáveis por educá-la desde agora até ela se formar.”
Depois de ler esta mensagem, David decidiu fazer uma publicação apelando às pessoas:
“Por favor não esperes que os teus filhos ou outras pessoas que amas peçam pela tua atenção como os meus fizeram (…) Escolhe estar presente hoje – nem que seja por pouco tempo – para alguém que tu amas.”

domingo, 26 de junho de 2016

CALENDÁRIO ESCOLAR 2016/2017

Despacho n.º 8294-A/2016 – DR n.º 120/2016, 1º Suplemento, Série II de 2016-06-24. 


(RESUMO)

ENSINOS BÁSICO E SECUNDÁRIO

 1.º Período
Início Entre 9 e 15 de setembro de 2016
Termo 16 de dezembro de 2016

2.º Período
Início 3 de janeiro de 2017
Termo 4 de abril de 2017

3.º Período
Início 19 de abril de 2017
Termo 6 de junho de 2017 – para os alunos dos 9.º, 11.º e 12.º anos ;
16 de junho de 2017 – para os alunos do 5.º, 6.º, 7.º, 8.º e 10.º anos;
23 de junho de 2017 – para os alunos do 1.º, 2.º, 3.º e 4.º anos.

Interrupções letivas
1.º – Férias de Natal: De 19 de dezembro de 2016 a 2 de janeiro de 2017
2.º – Carnaval: De 27 de fevereiro de 2017 a 1 de março de 2017
3.º – Férias da Páscoa: De 5 a 18 de abril de 2017

 Calendário de provas:

sábado, 25 de junho de 2016

Metodologias de Investigação, epistemologia e filosofia

35 documentos de epistemología, filosofía y Metodología de la Investigación. Compartimos algunos documentos útiles de estudio para conocer aspectos sobre la metodología de la investigación. Son obras seleccionadas y básicas para adentrarse en el maravilloso campo de la investigación científica. Los enlaces que ponemos a su disposición, los encontramos en internet y consideramos importante compartirlos con los interesados en estos temas.
Recordemos que el proceso de la investigación hace parte del método científico, el cual se define como: «un método o procedimiento que ha caracterizado a la ciencia natural desde el siglo XVII, que consiste en la observación sistemática, medición, experimentación, la formulación, análisis y modificación de las hipótesis».
Este método está sustentado por dos pilares fundamentales:
El primero de ellos es la reproducibilidad, es decir, la capacidad de repetir un determinado experimento, en cualquier lugar y por cualquier persona.
El segundo pilar es la refutabilidad. Es decir, que toda proposición científica tiene que ser susceptible de ser falsada o refutada (falsacionismo). Esto implica que se podrían diseñar experimentos, que en el caso de dar resultados distintos a los predichos, negarían la hipótesis puesta a prueba. La falsabilidad no es otra cosa que el modus tollendo tollens del método hipotético-deductivo experimental.
Libros sobre metodología de la Investigación
  1. Guía de Pensamiento Crítico para Leer un Párrafo (On-line y descarga PDF)
  2. Investigación Documental” de Montero y Hochman
  3. “El proyecto de investigacion” de Fidias Arias 6ta ed 2012
  4. Metodología de la Investigación” 4a Ed. “Sampieri” con su CD
  5. Metodología de la Investigación” 5ta Ed. “Sampieri” con su CD
  6. Mapa de conceptos de los contenidos generales del libro Metodología de la Investigación (5ta Ed.) de Hernández, Fernandez y Baptista (SAMPIERI)
  7. Resumen de Metodología de la Investigación (SAMPIERI) Presentación
  8. Manual de Redacción e Investigación Documental
  9. Como se Hace una Tesis” de Umberto Eco
  10. Resumen de Guía de Reglas APA 6ta Ed.
  11. Material para desarrollar Proyectos en diferentes ámbitos.
  12. “Técnicas cualitativas de investigación social” (1999) de Valles,Miguel – PDF+online
Libros de epistemología y filosofía de la ciencia básicos para entender la metodología de la investigación
  1. “Filosofía para principiantes” de Eduardo del Rio (RIUS) PDF+online
  2. “La ciencia: fundamentos y método” de Luis Britto García
  3. Mario Bunge – “La Ciencia Su metodo y su Filosofia”_74pag
  4. La Ciencia Según Bunge – Presentación
  5. Mario Bunge: “La ciencia: Su Método y su Filosofía” (Mapas de Contenidos-Presentación)
  6. “QUÉ ES ESA COSA LLAMADA CIENCIA” de Alan Chalmers 
  7. ¿Qué es esta cosa llamada Ciencia? de A . F. Chalmers (1982) presentación.
  8. “La Lógica de la Investigación Científica” (Resumen+Libro_PDF) de Popper, Karl
  9. “Epistemología de las CC.SS.” – Briones
  10. “Filosofía de la Ciencia” de Javier Echeverria
  11. “Diccionario de Filosofía” de Ferrater Mora
  12. Película El Mundo de Sofia
  13. Funcionalismo y Estructuralismo ¿estructural-funcionalismo?
  14. La Epistemología de Feyerabend; Esquema de una teoría anarquista del conocimiento.
  15. Sobre el Anarquismo Epistemológico
  16. “La posmodernidad (explicada a los niños)” de Jean-Francois Lyotard
  17. Anarquismo para principiantes – Libro en pdf
  18. Contracultura Para Principiantes – Libro en linea y en PDF
  19. Foucault para principiantes – Libro en línea y en PDF
  1. “Vigilar y castigar” de Foucault, Michel – Libro en línea en PDF y Resumen.
  2. Levi-Strauss para principiantes – Libro en línea y PDF
  3. “Antropología Estructural” de Claude Lévi-Strauss PDF
  4. Marx Para Principiantes por RIUS

terça-feira, 14 de junho de 2016

Da inter-relação entre os movimentos sociais, ambiente e educação


Relevância social e educativa do processo global de desenvolvimento para a construção humana

Adérito Gomes Barbosa
Universidade Católica Portuguesa

Sónia Alexandre Galinha
Instituto Politécnico de Santarém - Centro de Investigação em Educação da Universidade da Madeira

Constitui-se como objetivo central deste nosso paper apresentar a inter-relação entre os movimentos sociais, ambiente e educação, entendida a educação, de hoje, nas sociedades modernas, como um processo relacional extraordinariamente complexo, e um processo de mutação cultural acelerado (Toffler,1991), ininterrupto que vai da infância à vida adulta alargando-se do ciclo familiar aos diferentes lugares e espaços de sociabilidade: os jovens vivem no mundo sujeitos a transformações rápidas e radicais, geradoras de conflitos, de dramas sociais interiores, que provocam desilusão, medo e instabilidade. Segundo Ooijens e Kampen (2001) na distinção da educação formal, não formal e informal aplicam-se dois critérios: a organização da educação numa sequência de graus e níveis oficialmente reconhecidos e a existência de uma programação clara das ações educativas. Através do primeiro critério diferencia-se a educação formal da não formal, enquanto o segundo permite fazer a diferença entre os dois e a educação informal. Assim, quando se fala em educação, neste paper, não se pretende identifica-la com a instituição escolar. Entende-se a educação como processo global de desenvolvimento com o apoio dado pelas instituições educativas. A própria UNESCO apresenta como políticas educativas para os jovens e adultos, entre outras: um maior relacionamento entre os sistemas formais e não formais, assim como uma educação holística que cubra todos os aspetos da vida. O bem-estar psicossocial humano, central para os saber-ser, saber-fazer, saber-pensar e saber-conviver é uma variável que assume uma centralidade ímpar nas ciências sociais e humanas, pela complexidade subjacente e pela importância que tem para a vida social dos grupos dinâmicos. A par de outras formas qualitativas do nosso estudo, para a recolha de dados, inserida no domínio da Cognição Social aplicámos a EBEPS-A (p=.01; 5 fatores=37,15% da variância; alfa de cronbach.96). Amostra aleatória=157; 54,1% f; 45,9% m, estudantes 9ºano, Portugal. Os resultados mostram a existência de uma relação forte entre as variáveis consideradas (motivação, autoestima, bem-estar interpessoal, autoeficácia e suporte social). As subescalas exibem uma relação positiva forte entre elas, ou seja, influenciam-se mutuamente. Com pré e pós teste PEBEPSI-A concluímos que os grupos sociais estudados, o ambiente e a educação em análise ganham quando promovem e integram o desenvolvimento de competências construtivas e participativas.
Palavras-chave: educação, complexidade, holística.  

Continuar a ler artigo em Atas ICICSE-IIIESE-Vol I [pp. 1 – 680]

Barbosa, A. G. & Galinha, S. A. (2013). Relevância social e educativa do processo global de desenvolvimento para a construção humana (pp.325-332). In J. A. Pacheco & A. J. Afonso (Org.), O Não-Formal e o Informal em Educação: Centralidades e Periferias (Atas ICICSE-IIIESE-Vol I [pp. 1 – 680]). Braga: Centro de Investigação em Educação (CIEd), Instituto de Educação, Universidade do Minho.