domingo, 4 de dezembro de 2016

É muito importante tornar a humanidade mais humana

Nuccio Ordine, professor italino de literatura, publicou recentemente o livro - A inutilidade do inútil. Uma obra que deveria ser de leitura obrigatória para quem têm responsabilidade no currículo escolar, desde decisores políticos, até aos professores e diretores, passando pelos pais e encarregados da educação. Nuccio Ordine explica porquê (vídeo infra):


“Não temos consciência de que a literatura e os saberes humanísticos,
a cultura e o ensino constituem o líquido amniótico ideal no qual as ideias
de democracia, liberdade, justiça, laicidade, igualdade, direito à crítica, 
tolerância e solidariedade podem experimentar um vigoroso desenvolvimento.”
Nuccio Ordine

Novo Modelo Pedagógico - "Horizonte 2020"



Jesuïtes Educació, a rede de escolas da Companhia de Jesus na Catalunha, apresentou recentemente o novo modelo pedagógico, "Horizonte 2020", que será implantando de forma progressiva nas suas escolas e que se baseia nos princípios e valores da pedagogia Inaciana e no diálogo permanente com os últimos avanços da pedagogia, psicologia e neurociências.

sábado, 3 de dezembro de 2016

Jesuítas, Construtores da Globalização


Esta edição, da autoria de Carlos Fiolhais e José Eduardo Franco, dá a conhecer uma das ordens religiosas mais fascinantes e controversas das escolas ocidentais: a Companhia de Jesus, criada em Paris em 1534 pelo basco Inácio de Loiola (1491-1556), e aprovada pelo Papa Paulo III em 1540. É uma das ordens religiosas mais estudadas em escolas ocidentais. 

Tendo surgido logo após as primeiras grandes viagens dos Descobrimentos, os Jesuítas participaram na dinâmica da globalização que essas viagens abriram, e contribuíram, com as suas sistemáticas recolhas, para a grande revolução do conhecimento.
Não se pode estudar a história da cultura, incluindo a religião, a ciência, a filosofia, a literatura e a arte, sem levar em conta os contributos dos Jesuítas. Os padres da Companhia estiveram nos centros nevrálgicos das decisões, das transformações e recomposições sociais e políticas desde o início da modernidade, tendo protagonizado o primeiro processo de globalização.
Num século em que Portugal detinha um império marítimo polvilhado de fortalezas e feitorias, foi no nosso país que encontraram o acolhimento para se lançarem na sua aventura de evangelização planetária.
Este livro pretende revisitar a história mundial desta ordem, com foco especial na relação dos Jesuítas com a história da globalização portuguesa, pouco mais de duzentos anos após a Restauração da Companhia de Jesus decretada pelo papa Pio VII em 1814, apresentando os grandes marcos desta história e acompanhando a projeção mundial desta Ordem, enfatizando as inovações e os sucessos, mas sem escamotear as fraquezas e os insucessos.

Ficha técnica:

Título:  Jesuítas, Construtores da Globalização
Autor:  José Eduardo Franco e Carlos Fiolhais
Edição: CTT (2016)
Design: Design&etc
Formato:  245 X 245 mm
Páginas:  176
Tiragem: 4000 exemplares
ISBN: 978-972-8968-77-9
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Apresentação da obra "Jesuítas, Construtores da Globalização" de José Eduardo Franco e Carlos Fiolhais
por José Augusto Bernardes (Faculdade de Letras da UC).
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Horário: 15 de dezembro - 16H00
Local: Museu da Ciência (Universidade de Coimbra) - Anfiteatro do Laboratorio Chimico
Entrada livre

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

ENCONTRO "POR UMA NOVA ESCOLA"

No dia 17 de dezembro, realiza-se na Escola Superior de Educação de Lisboa, em colaboração com a Rede Educação XXI (instituição de formação de professores e de outros agentes educativos), o I Encontro da Rede Educação Século XXI, sob o tema "Por uma Nova Escola". O Encontro, acreditado como ação de curta duração, contará com a participação de importantes oradores, nacionais e estrangeiros, organizados em dois painéis.
Para informações mais pormenorizadas, consultar o cartaz infra. As inscrições far-se-ão em https://goo.gl/46aA6y.

Rede GPS - Global Portuguese Scientists

GPS é a nova plataforma que permite saber as coordenadas para encontrar os investigadores portugueses pelo Mundo. 



Por onde andam e o que têm para dizer os cérebros que importámos lá para fora. “É uma necessidade que temos, esta de conhecer os cientistas portugueses pelo mundo. O GPS conecta pessoas. Nós precisamos delas, ainda mais se forem cientistas. Mas onde estão eles? Vai passar a saber-se”, garantiu Carlos Fiolhais.

O que nos torna humanos?

Excelente documentário que vale a pena ver!
 



quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Congresso Internacional "Escola Inclusiva..."

Divulga-se o Congresso Internacional «Escola Inclusiva: Educar e Formar para a Vida Independente», que decorrerá na Casa das Histórias Paula Rego, Cascais, dia 3 de Dezembro.
Inscrições:
1 a 20 de novembro – 20,00€
21 de novembro a 2 de dezembro – 30,00€
Inscrições através do email cercica@cercica.pt enviando os seguintes dados: nome, morada e NIF (para envio de fatura) e comprovativo de transferência bancária.
IBAN: PT50 0035 0734 00004216130 02
A conferência terá tradução bilingue (PT/EN) e língua gestual.
Programa:
08:30 – Registo dos participantes
09:30 – Mesa de abertura
• Secretário de Estado da Educação, João Marques da Costa
• Presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras
• Presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, Artur Santos Silva (a confirmar)
• Diretor do Centro de Formação de Escolas de Cascais, José Marcelino
• Vice-Presidente da Direção da CERCICA, Rosa Maria Lucas Neto
10:15 – Conferência “Advancing Inclusive Education: Transformative Steps on the Path”
Gordon L. Porter, Inclusive Education Canada, Education Training Group, University of New Brunswick
11:00 – Coffee break
11:30 – Conferência “Educação Inclusiva: resistir pela escola que queremos”
David Rodrigues, Associação de Professores de Educação Especial, Centro de Investigação do IE/UL, Conselho Nacional de Educação
Moderador: Pedro Cunha, Direção-Geral da Educação
12:15 – Debate
12:45 – Almoço livre
14:00 – Conferência “Formação de professores para a inclusão”
Teresa Leite, Escola Superior de Educação de Lisboa, Conselho Nacional de Educação
15:00 – Painel “Escola Inclusiva de 2ª Geração”
Luísa Ucha, Secretaria de Estado da Educação - Grupo de Trabalho Escola Inclusiva
Manuela Tender, Assembleia da República - Grupo de Trabalho Educação Especial (a confirmar)
Moderadora: Filomena Pereira, Direção-Geral da Educação
16:00 – Debate
16:30 – Mesa de encerramento
• Vereador da Câmara Municipal de Cascais, Frederico Pinho de Almeida
• Diretor do Centro de Formação de Escolas de Cascais, José Marcelino
• Vice-Presidente da Direção da CERCICA, Rosa Maria Lucas Neto

Mais informações aqui.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Animacão na Terceira Idade

Animação na Terceira Idade (Machinima Vídeo) apresentada no I Congresso Internacional de Animação na Terceira Idade (2009)
 

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Humor Educacional

APRENDIZAGEM POR MODELAGEM

Para refletir: Os educadores nunca deverão esquecer o poder da modelagem. Na escola, por exemplo, o professor é um modelo por excelência; em casa (em contexto familiar), os pais, naturalmente. Mas será que os pais entendem o alcance deste veiculo de aprendizagem e desta forma eficaz de educar comprovada cientificamente?
As nossas crianças são expostos a uma enorme multiplicidade de modelos (nem sempre os melhores), que em diferentes contextos exibem desde os comportamentos mais simples, naturais e bons aos mais complexos, forjados e maus. A observação desses comportamentos e das suas consequências será em grande parte determinante na suas aprendizagens. 
Como podemos demitir-nos de tal tarefa, se dela depende o futuro das novas gerações? 

Você está perdido no mundo como eu?


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 Dá que pensar, não é verdade?

sábado, 15 de outubro de 2016

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Do querer ao fazer... a distância

Imagem: © José Matias Alves

Dá que pensar, não é verdade?

Mudar não é tarefa fácil, implica trabalho, esforço, dedicação e impõe responsabilidade!

Leituras: A Ciência e o Divino


Série de três artigos de Anselmo Borges insertos no seu último livro "Deus - Religiões - (in)Felicidade" (Gradiva):

Ciência e o divino I

Pensa‑se, por vezes, que todos os cientistas são ateus. Não é verdade. Há cientistas ateus, cientistas agnósticos e cientistas crentes. A questão fundamental consiste em saber se se crê num Deus pessoal ou se se está mais na linha do divino impessoal. De qualquer modo, ficam aí alguns textos de cientistas eminentes sobre o tema.

Galileu Galilei, que se manteve sempre crente: «Gostaria de dizer aqui uma coisa que se ouviu de um eclesiástico do mais eminente grau: ‘A intenção do Espírito Santo é ensinar‑nos como se vai para o Céu e não como são os céus.’»

Newton: «Deus criou tudo com conta, peso e medida.» «Deus governa todas as coisas e sabe tudo o que é ou pode ser feito.»

Niels Bohr: «A ideia de um Deus pessoal é estranha para mim..., mas devemos lembrar‑nos de que a religião usa a língua de uma forma bastante diferente da ciência. Ela está mais intimamente ligada à linguagem da poesia. É verdade que nos inclinamos a pensar que a ciência lida com informações sobre factos objectivos e a poesia com sentimentos subjectivos. Assim, podemos concluir que, se a religião, de facto, lidasse com verdades objectivas, deveria adoptar os mesmos critérios de verdade que a ciência. Mas eu acho a divisão do mundo num lado objectivo e noutro subjectivo demasiado arbitrária. O facto de as religiões através dos tempos terem falado por imagens, parábolas e paradoxos significa simplesmente que não há outras formas de compreender a realidade a que se referem. Mas isso não significa que esta não seja uma realidade genuína. E dividir essa realidade em lado objectivo e lado subjectivo não nos levará muito longe. É por isso que, no meu entender, os desenvolvimentos em física nas últimas décadas, que têm mostrado os problemas de concepções como ‘objectivo’ e ’subjectivo’, constituem uma grande libertação do pensamento.»

Schroedinger: «Espanta‑me muito a deficiência do quadro científico do mundo à nossa volta. Ele fornece um monte de informações factuais, coloca toda a nossa experiência numa ordem magnificamente consistente, mas não nos dá mais do que um medonho silêncio sobre as pessoas que estão perto do nosso coração, que são o que realmente nos importa. Ele não nos diz uma palavra a respeito do amargo e do doce, do vermelho e do azul, da dor e do prazer físico, do belo e do feio, do bem e do mal, de Deus e da eternidade. A ciência às vezes finge que responde a perguntas nestes domínios, mas as respostas são muitas vezes tão idiotas que não estamos dispostos a levá‑las a sério.»

Carlos Fiolhais, a quem devo, em parte, as citações que aí ficam: «A ciência e a religião são domínios distintos do homem. Embora o sujeito seja o mesmo, as dimensões a que essas duas actividades se referem são diferentes. O diálogo entre elas nem sempre foi tão pacífico como hoje. Actualmente, o diálogo está mais fluido. E, na minha opinião, é necessário ter esse diálogo, pois o sujeito é o mesmo e há características que são comuns, sendo a mais imediata o ambas tentarem, cada uma à sua maneira, penetrar o mistério. A ciência procura o mistério do mundo, a religião procura o mistério do outro mundo. Sejam os cientistas crentes, ateus ou agnósticos, reconhecem que há dimensões para lá da ciência: por exemplo, a dimensão da arte, da beleza, do amor, do Sentido último. Podem encontrar respostas como seres humanos, mas não com o seu método científico.»

A ciência e o divino II

É difícil, se não impossível, determinar qual a maior revolução da história da humanidade. Mas estaremos de acordo em conceder que a revolução científica no sentido moderno da palavra, se não foi a maior, está entre as maiores e decisivas.

A ciência exerce fascínio fundamentalmente por dois motivos. Um deve‑se ao seu método empírico‑matemático, de verificação experimental, que faz que seja verdadeiramente universal, não havendo, portanto, uma ciência para crentes e outra para ateus ou agnósticos. O outro: todos acabam por ser beneficiados pelas suas aplicações técnicas. O que devemos à ciência é incomensurável. Ela satisfaz a curiosidade natural do homem por saber, como bem viu Aristóteles, e também as suas outras necessidades: de saúde, bem‑estar, locomoção, comunicação. Hoje, até se fala, mais propriamente, de tecnociência, pois a própria investigação científica precisa de tecnologia.

Acrescente‑se apenas que é preciso estar consciente dos perigos das tecnologias, como mostram as ameaças ecológicas.

É tal a dívida para com a ciência que se corre mesmo um risco e tentação: pensar que ela detém o monopólio da razão. De facto, não detém, pois a razão é multidimensional e há necessidades humanas a que a ciência não responde: por exemplo, a estética, a ética, a religião. O homem será sempre religioso, porque não deixará de colocar a questão do Fundamento e Sentido últimos.

Cito outros físicos eminentes na sua relação com o divino.

Max Planck: «Toda a matéria origina e existe apenas em virtude de uma força que leva a partícula do átomo a vibrar e mantém coeso este sistema solar muito diminuto do átomo. Devemos supor por trás dessa força a existência de uma mente consciente e inteligente.»

Heisenberg: «Na história da ciência, desde o famoso julgamento de Galileu, tem sido repetidamente afirmado que a verdade científica não pode ser conciliada com uma interpretação religiosa do mundo. Embora eu esteja hoje convencido de que a verdade científica é inatacável no seu domínio próprio, nunca achei possível descartar simplesmente o conteúdo do pensamento religioso como parte de uma fase ultrapassada na consciência da humanidade, uma parte de que teríamos de desistir agora. Assim, no decurso da minha vida, tenho sido repetidamente obrigado a reflectir sobre a relação entre estas duas áreas do pensamento, uma vez que eu nunca consegui duvidar da realidade daquilo para que as duas apontam.»

De Broglie: «Mesmo supondo a mais favorável das expectativas, que o amanhã sai do hoje de acordo com o jogo implacável de um determinismo estrito, a previsão de eventos futuros nas suas imensas densidade e complexidade vai infinitamente além de todos os esforços de que a mente humana é capaz e só seria possível a uma inteligência infinitamente superior à nossa. Portanto, mesmo que uma necessidade inexorável ligasse o futuro ao presente, poder‑se‑ia dizer que o futuro é um segredo de Deus.»

Einstein respondeu à pergunta sobre se era uma pessoa religiosa: «Sim, sou, pode dizer isso. Tente penetrar, com os seus recursos limitados, nos segredos da natureza, e descobrirá que, por detrás de todas as concatenações discerníveis, resta algo de subtil, intangível e inexplicável. A veneração dessa força, que está além de tudo o que podemos compreender, é a minha religião. Nessa medida, sou realmente religioso.»

A ciência e o divino III

Einstein afirmava‑se, portanto, como pessoa religiosa, mas acreditando no «Deus de Espinosa que se revela na ordem harmoniosa daquilo que existe e não num Deus que se interesse pelo destino e pelos actos dos seres humanos».

Há o mistério último da realidade, que se impõe. A pergunta é se se opta pela Natureza impessoal ou pelo Deus transcendente, pessoal e criador.

Compreende‑se o fascínio da afirmação da Natureza como força geradora divina de tudo. Esta concepção é bem resumida pelo filósofo Marcel Conche, ao escrever que Deus é inútil, pois a Natureza cria seres que podem ter ideias de todas as coisas, inclusive da própria Natureza. Está a referir‑se não à natureza «oposta ao espírito ou à história ou à cultura ou à liberdade», mas à «Natureza omnienglobante, a physis grega, que inclui nela o Homem. Essa é a Causa dos seres pensantes no seu efeito».

Esta concepção confronta‑se, porém, com objecções de fundo. Ao divinizar a Natureza, põe em causa a secularização e, consequentemente, a liberdade. Depois, tem dificuldades em explicar como é que a Natureza, que é impessoal, dá origem à pessoa, como é que mecanismos da ordem da terceira pessoa acabam por dar origem a alguém que se vive a si mesmo como eu irredutível na primeira pessoa.

Neste domínio, houve recentemente um debate significativo entre o matemático P. Odifreddi e o Papa emérito Bento XVI. Na sua resposta ao livro de Odifreddi, «Caro Papa, ti scrivo», Bento XVI escreveu uma longa carta, em parte publicada no jornal La Repubblica de 24 de Setembro de 2013, na qual refere precisamente este debate. Textualmente: «Com o 19.º capítulo do seu livro, voltamos aos aspectos positivos do seu diálogo com o meu pensamento. Mesmo que a sua interpretação de João 1, 1 esteja muito longe do que o evangelista pretendia dizer, existe, no entanto, uma convergência que é importante. Mas se o senhor quer substituir Deus por ‘A Natureza’, fica a questão: quem ou o que é essa natureza. O senhor não a define em lugar nenhum e, portanto, ela parece ser uma divindade irracional que não explica nada. Mas eu quereria sobretudo fazer notar ainda que, na sua religião da matemática, três temas fundamentais da existência humana não são considerados: a liberdade, o amor e o mal. Espanta‑me que o senhor, com uma única referência, liquide a liberdade que, contudo, foi e é o valor fundamental da época moderna. O amor, no seu livro, não aparece, e também não há nenhuma informação sobre o mal. Independentemente do que a neurobiologia diga ou não diga sobre a liberdade, no drama real da nossa história ela está presente como realidade determinante e deve ser levada em consideração. Mas a sua religião matemática não conhece nenhuma informação sobre o mal. Uma religião que ignore essas questões fundamentais permanece vazia.»

Evidentemente, quem acredita no Deus transcendente, pessoal e criador sabe que Deus não é pessoa à maneira das pessoas humanas, finitas. Deus também não é um Super‑homem. O que se quer dizer é que Deus não é um Isso, uma Coisa. Como escreveu o teólogo Hans Küng, «Deus, que possibilita o devir da pessoa, transcende o conceito do impessoal: não é menos do que pessoa.» Não esquecendo que Deus é e permanece o Inabarcável e o Indefinível — Gregório de Nazianzo (330‑390), doutor da Igreja, pergunta: «Ó Tu, o para lá de tudo, não é tudo o que se pode dizer de Ti?» —, pode dizer‑se que é «transpessoal»

Anselmo Borges

Publicação original em 26.09.2016 In De Rerum Natura